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6
maio

Você está pronto para atender os novos hábitos de consumo?

Você está pronto para atender os novos hábitos de consumo?

Uma Pesquisa da consultoria Accenture estima que serviços de delivery, e e-commerce vão continuar sendo muito procurados, já os serviços de consulta médica e odontológica e de cuidados com a beleza vão se recuperar rapidamente.

Esta pesquisa mostra quais são os setores da Economia mais afetados pela pandemia do coronavírus e como eles devem se recuperar nos próximos meses.

De acordo com este estudo, no Brasil, setores do comércio sofreram queda de até 60% no faturamento por conta do isolamento social e da menor confiança do consumidor.

Somente no varejo, a queda no faturamento desde 01 de março deste ano até 14 de abril último foi 26,9%.

No mesmo período, as maiores quedas foram registradas nos setores de turismo (-67%), vestuário (-58%), bares e restaurantes (-49%), e postos de gasolina (-27%).

Apenas dois segmentos, segundo a pesquisa, tiveram crescimento de faturamento: Supermercados (16%) e farmácias (2%).

Para Edlayne Burr, diretora da Accenture Strategy e líder de estratégias de pagamentos na América Latina, o mercado vai se recuperar de forma distinta e terá que se adaptar ao que os especialistas chamam de “novo normal”.

“A pandemia impactou seriamente os negócios e as pessoas. Os hábitos de consumo mudaram e seu efeitos se perpetuarão a curto, médio e longo prazos”, afirmou Edlayne.

A executiva que coordenou o estudo da Accenture acredita que os setores mais propensos a aglomeração de pessoas serão os últimos a se recuperarem porque as pessoas ainda estarão sob o medo do contágio por algum tempo, mesmo depois de passado o pico da pandemia.

Assim, turismo, eventos, entretenimento como cinemas e teatro, bares, restaurantes e academias levarão um tempo maior para recuperarem a clientela,a níveis normais, algo em torno de 18 e 24 meses, estima Edlayne Bur.

“Este cenário poderá mudar caso a ciência descubra mais rapidamente uma vacina para o coronavírus, hoje estimada para algo em torno de 1 ano e meio”, afirmou Edlayne.

RECUPERAÇÃO

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Por outro lado, aqueles setores que foram impactados positivamente e tiveram alta demanda durante a crise, estes se consolidarão e deverão crescer, ainda este ano.

São eles: serviços de delivery, e-commerce locais, serviços de streaming e clínicas digitais.

Supermercados, farmácias e serviços de higiene e limpeza ficarão estabilizados pós pandemia.

Já serviços médicos e odontológico, produtos de beleza, eletrodomésticos, vendas diretas, e serviços de mobilidade terão um recuperação rápida, segundo o estudo.

A pandemia também deverá consolidar junto a população novos hábitos de higiene, que deve impactar inclusive as formas e meios de pagamento.

“Tanto lá fora como aqui no Brasil há uma corrida pelo meio de pagamento digital.

A ideia do papel moeda como algo ‘sujo’ deve crescer, assim, se fortalecerá o mercado, algo que vai além do pagamento em cartão, que também é um meio físico.

A saída serão as carteiras digitais e os pagamento vias POS, sem contato, como as que existem hoje entre smartphones e terminais de pagamento“, projetou Edlayne Burr.

 

 

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