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Diferença entre plágio e inspiração.

A tênue linha entre o crime e o estímulo

Os computadores pessoais tornaram bem mais prática a atividade de escrever textos.

Com os editores de texto vieram os recursos de copiar e colar, o que facilitou o exercício demorado, trabalhoso – e às vezes sujo – executado nas máquinas de escrever.

O avanço da internet democratizou a informação, permitindo a divulgação, ao grande público, de obras restritas àqueles que possuíam acesso a grandes bibliotecas.

E, embora essa tecnologia tenha sido idealizada para o bem, é inegável que contribuiu para a multiplicação dos casos de plágio.

Apesar de muitas pessoas encararem a usurpação de textos como apenas uma atitude de “esperteza”, o plágio é crime, punível com até quatro anos de cadeia, além de pesadas indenizações financeiras.

Três tipos de plágio

O professor Lécio Ramos, da Universidade Estácio de Sá, citado por Bruno Garschagen, entende que há três espécies de plágio: o integral, que consiste na transcrição de um texto completo sem a citação da fonte, o parcial, que é a cópia de trechos de outras obras, e o plágio conceitual, definido como a apropriação de conceitos ou teorias de outras obras.

Embora o conceito de plágio seja simples, o fato é que, na prática, identificar as diferenças entre uma obra inspirada e plágio não é tarefa fácil, especialmente nos casos de plágio conceitual, em que é comum o plagiador disfarçar sua má-fé por meio de um modo distinto de escrever, substituindo palavras por sinônimos e alterando construções gramaticais.

Diferença entre plágio e inspiração

Tudo o que é criado pelo ser humano recebe influência de uma série de componentes, como os livros lidos, as músicas ouvidas, as tradições culturais, os lugares visitados, as experiências vividas.

Conectados no mundo digital, somos bombardeados por milhões de informações, e é praticamente impossível não utilizá-las, de uma forma ou de outra, como fonte de inspiração naquilo que escrevemos.

Todo esse conjunto de informações serve – como deve servir – para fundamentar a criação de algo novo.

A inspiração, portanto, tem que servir para a construção de uma obra autônoma, com personalidade, sob pena de reduzir-se à mera imitação.

Uma questão de honestidade

Ainda que o plágio não se mostre de fácil identificação, e mesmo que jamais seja desmascarado em determinada obra, a verdade é que se trata de ato desonesto, não somente para com os autores das obras usurpadas, mas também para com os leitores do autor-plagiador e, inclusive, para com ele próprio.

Referências:

Este conteúdo foi publicado originalmente no Site: https://www.meudireitoautoral.com

BRASIL. Decreto-Lei n.º 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm>. Acesso em: 12 ago. 2014.
BRASIL. Lei n.º 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm>. Acesso em: 12 ago. 2014.
BRASIL. Lei n.º 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm>. Acesso em:12 ago. 2014.
GARSCHAGEN, B. Universidade em tempos de plágio. Disponível em: <www.listas.unicamp.br/pipermail/ead-l/2006-January/068244.html>. Acesso em: 12 ago. 2014.

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